Orquídeas - Cinco dicas de cuidados essenciais

quarta-feira, julho 13, 2016


Exóticas, selvagens, aéreas, fortes e elegantes, assim são as orquídeas! Sua beleza hipnotiza, remetem ao amor e ao luxo conquistando muitos aficionados pelo mundo afora e despertando o desejo de colecionadores que cultivam, preservam e expõem suas orquídeas como jóias raras. Existem espécies naturais e tantas outras híbridas. Neste post, serão apresentadas as espécies mais populares no comércio brasileiro, com dicas de cuidados para mantê-las, pois ao contrário do que muitos pensam, orquídeas são plantas fortes, que com o cuidado devido, duram muitos anos surpreendendo-nos ao florir com sua beleza, apaixonante e inspiradora.

Orquídeas são todas as plantas que compõem a família Orchidaceae, pertencente à ordem Asparagales, uma das maiores famílias de plantas existentes no planeta. Ocorrem em quase todas as regiões da Terra, exceto nos pólos e nos desertos, sendo encontradas desde o nível do mar até 4000 metros de altitude. Próximo a linha do Equador, há um aumento de freqüência da variedade de espécies e da exuberância das cores.

As orquídeas, em geral, são plantas epífitas ( em latim, epi = em cima; phyta = planta), isto é, elas são plantas cujo habitat natural é o tronco das árvores. As raízes dessa planta apoiam-se sobre o seu substrato sem que haja uma relação de parasitismo, trata-se apenas de sustentação.

Qual o ambiente ideal para as orquídeas?


Na Natureza, as orquídeas são protegidas do sol direto pelas copas das árvores que as sustentam. Mas, embora protegidas do sol direto,  elas recebem iluminação indireta a maior parte do dia. Do mesmo modo, quando colocadas em ambientes internos, elas devem ficar em locais bem iluminados e arejados, porém protegidas dos raios diretos do sol.

Onde plantar orquídeas?

O tipo de recipiente ideal para plantar orquídeas é um vaso que promova a melhor drenagem para que as raízes da planta possam respirar. Os materiais comuns mais indicados são o plástico que possua vários furos para drenagem e os de cerâmica crua com furos por toda lateral do vaso. O de cerâmica é mais recomendado pela textura porosa de seu material.


Além disso, a orquídea pode ser presa em árvores, imitando o seu ambiente natural. Para prende-las basta fazer uso de uma espécie de tecido de fibra de coco, fazendo uma rede que acomode as raízes sem guilhotiná-las e que possa ser presa com um barbante ou arame até que com o tempo as raízes grudem no tronco da árvore.


Eu costumo usar a tela mais fina de fibra de coco para envolver as raízes da orquídea quando faço arranjos em cachepots. Envolvo delicadamente as raízes com o substrato na tela e coloco no cachepot preparado com um fundo de pedras para evitar o contato das raízes com algum resquício de água que possa permanecer depois de uma rega. Isso protege e facilita o processo de rega em imersão.


Com relação a fibra de coco, costuma-se plantar orquídeas em vasos feitos com este material, porém, é importante salientar que esses vasos são feitos com uma espécie de resina que impermeabiliza tal recipiente. Se esse for o tipo de vaso escolhido por você, certifique-se se o mesmo possui uma boa drenagem antes de plantar sua orquídea nele. Se perceber que a água não ultrapassa a fibra, faça furos na estrutura do vaso para que ocorra a drenagem necessária para sua planta.

Para plantar sua orquídea, preencha o fundo do vaso escolhido com cacos de telhas (sim, aquela do telhado) e depois proceda com o plantio cobrindo os cacos com uma parte do substrato, acomodando em seguida sua orquídea no vaso e preenchendo todos os espaços ao redor da planta com o substrato restante.


Com qual freqüência se deve regar a orquídea?

Depois de tanto falar em drenagem, já deu para perceber que esta flor não gosta de muita água. Em geral, a freqüência ideal de regas para a orquídea é uma vez a cada cinco dias quando ela estiver florida e uma vez a cada sete dias quando ela estiver fora do período de floração.

Quando a orquídea estiver em vaso do tipo cerâmico com furos ou plástico também com muitos furos ou telados, o método ideal de rega é emergir o vaso em um balde cheio de água e esperar alguns segundos (+/- 20") até que o vaso pare de borbulhar. Em seguida deixe o vaso escorrer totalmente. Esse método é eficiente para que a rega seja uniforme. Evite deixar a água acumulada tanto no vaso quanto nas folhas a fim de evitar o apodrecimento e/ou a proliferação de fungos na planta devido ao excesso de umidade.


Na hipótese de orquídeas em vasos que não permitam o uso dessa técnica, a rega tem que ser controlada com menor volume de água e ser feita quando o substrato da orquídea estiver seco. Já no caso de orquídeas fixadas em árvores, a rega deve ser feita semanalmente, a fim de hidratar as raízes.


Quando a orquídea está acondicionada em um cachepot de vidro, por exemplo, o ideal é que a planta seja retirada do cachepot para proceder com a rega de imersão, mas isso só é possível de a planta estiver envolvida em uma malha de raízes e substrato ou envolvida em uma tela de fibra de coco. Caso contrário, deve-se reduzir o volume de água na rega, uma dica é apenas umedecer com um vaporizador  a parte de cima do vaso, pois no caso da planta estar condicionada a um cachepot, esse tipo de recipiente não contém drenagem e o acumulo de água poderá apodrecer as raízes da planta.

Substrato ideal para sua orquídea

Devido a natureza epífita das orquídeas, quando elas forem plantadas em vasos, o substrato (matéria que sustenta as raízes) deve ter alto potencial de drenagem, mantendo as raízes apenas úmidas e nunca encharcadas. Recomenda-se então o uso de uma mistura contendo casca de pinus tratada (é importante que seja tratada para evitar doenças) e chip de coco em proporções iguais.


Existem diversos substratos para orquídeas no mercado, quando for comprar um atente para não comprar composições com os seguintes elementos:

  • Não é aconselhável o uso de substratos com combinações à base de musgo, fibra de coco, isopor, espuma, entre outros porque, em geral, esses elementos não promovem a umidade necessária para a planta sem encharcá-la, pois não facilitam a vazão da água e sim a sua retenção gerando um acúmulo de umidade que compromete a saúde das raízes.
  • Prefira substratos apenas com os componentes à base de casca de pinus, chips de coco e carvão vegetal.

De que nutrientes a orquídea precisa?


Como a orquídea naturalmente demanda de um substrato pobre em nutrientes, visto que toda sua nutrição vem da combinação: iluminação + água, há a necessidade de complementar a nutrição da planta mensalmente com um adubo que tenha tanto componentes orgânicos, quanto minerais.

Embora a maioria dos produtores de orquídeas (de escala comercial/industrial) recomende que seja ministrado um adubo do tipo NPK pela sua eficiência comercial, esse adubo é insuficiente para a completa nutrição da planta pela falta de ingredientes orgânicos. Assim a adoção do NPK é um método paliativo de se adubar uma orquídea, promovendo apenas uma nutrição imediata, que não cuida da planta em longo prazo.

Os adubos orgânicos mais utilizados pelos orquidófilos são a torta de mamona e a farinha de osso, que podem ser facilmente encontrados em qualquer loja de jardinagem ou até mesmo no setores de jardinagem de grandes supermercados. A mistura de ambos deve ocorrer em proporções iguais.

Existe também um adubo orgânico especial para orquídeas que se chama Bokashi. Este adubo é constituído pela mistura de vários componentes orgânicos, que costuma ser muito eficiente no trato das orquídeas e pode ser encontrado tanto em orquidários como em lojas especializadas em jardinagem.


Vamos às belas para sempre "orquídeas"

Conheça algumas das características, tempo de floração e dicas de cuidados das orquídeas mais comuns, que temos acesso no mercado em geral.

Phalaenopsis


  • Espécie: Phalaenopsis sp.
  • Origem: Filipinas, Indonésia, sul da Índia, sul da China, Taiwan, Malásia, Sumatra, norte da Austrália e outras regiões tropicais.
  • Floração: Diferentemente da maioria das orquídeas, a Phalaenopsis tem sua florada de duas a três vezes por ano. A primeira florada ocorre na haste que advém da base da planta. As demais ocorrem nessa haste principal que nasceu anteriormente. Para que essas floradas secundárias nasçam, basta cortar a haste principal (no final de sua florada) +/- dois centímetros após a  flor mais próxima da base.
  • Cuidados básicos (descritos acima)

Atualmente no mercado brasileiro, temos a novidade da orquídea phalaenopsis azul que nada mais é do que a orquídea phalaenopsis branca que sofreu um processo de tingimento através de injeção com um corante específico em seu interior. Estas orquídeas azuis provavelmente terão a próxima floração branca com o miolo amarelo ou lilás.

Além da coloração azul, podem ser encontradas no mercado, orquídeas plalaenopsis, tingidas com pigmentos violeta e vermelho.

Dendrobium


  • Espécies: São variadas e conhecidas comercialmente como Dendrobium, mas nem sempre pertencem ao mesmo gênero.
  • Origem: Índia, Austrália, Nova Zelândia, Nova Guiné e outras regiões do sudeste asiático.
  • Floração: Ela se dá apenas uma vez ao ano.
  • Cuidados: Básicos ( descritos acima)

Catléia


  • Espécie: Cattleya sp.
  • Origem: Amética do sul, especialmente o Brasil.
  • Floração: Apenas uma vez por ano.
  • Cuidados: Básicos (descritos acima)

Oncidium (Chuva-de-ouro)


  • Espécie: Oncidium sp. (mais comum, Oncidium Aloba Iwanaga - híbrida)
  • Origem: Brasil, Paraguai e norte daArgentina. Desenvolve-se em regiões de clima úmido de montanha, de preferência em altitudes por volta de 1200 a 1800 metros, mais na Serra do Mar e no Planalto Paranaense.
  • Floração: apenas uma vez por ano.
  • Cuidados: Básicos (descritos acima)

Cymbidium


  • Espécie Cymbidium sp.
  • Origem: O Cymbidium é natural das regiões temperadas, com altitudes mais elevadas. essa espécie pode ser encontrada no sudeste asiático.
  • Floração: ela se dá apenas uma vez por ano. Por se tratar de uma orquídea de regiões mais frias, tal planta necessita "passar frio" como um cuidado adicional para promover a florada.
  • Cuidados: Além dos cuidados básicos descritos acima, o Cymbidium demanda de cuidados específicos como:
  • Misturar terra vegetal (30%) ao substrato da orquídea.
  • Aguar a planta com água gelada a partir do mês de março até que a orquídea dê flores.
  • Acondicionar a planta em um local que seja o mais fresco possível.

Vanda


  • Espécie: Vanda sp.
  • Origem: Ásia (regiões de clima quente e úmido)
  • Floração: apenas uma vez por ano.
  • Cuidados: Podem ser cultivadas com as raízes nuas, com vasos que sirvam apenas de suporte, porque as raízes da Vanda são aéreas. Outra alternativa ee pendurar essa orquídea em árvores. A Vanda prefere temperaturas elevadas (clima tropical), sem que haja sol direto. Além disso, é importante aguar a planta com bastante freqüência, ainda mais nos dias de calor intenso.

Inspirações com orquídeas

Usadas maioritariamente para a decoração, as orquídeas são simplesmente magníficas em todos os tipos de arranjos. Além da beleza exótica e singular destas plantas maravilhosas, seu ponto mais favorável está na duração das flores que podem se manter vigorosas por meses.







Veja também: "Orquidoidera" - AQUI

Abraços,
Sejamos Felizes!


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(Pe. Fabio de Melo)