Jardins no fundo do Mar preservados com Arte

quarta-feira, julho 20, 2016

Conhecer Jardins submersos nos mares, não é uma atividade comum à maioria das pessoas. E mesmo aquelas que se aventuram nestes ambientes, nem sempre reconhecem como jardins, as paisagens submersas, nas quais a fauna e a flora marinha são as estrelas de cenários magníficos.

Mas tal qual um jardim terrestre, num jardim subaquático, cenários são compostos por elementos que fazem parte deste contexto, como recifes, corais, algas, vegetações diversas e até a grama marinha (fanerógrama) que faz parte de um grupo de plantas cujo habitat natural são os ambientes costeiros com profundidade de até 40 metros com solos de areia ou lodo.


Paisagens como jardins subaquáticos exuberantes, são as principais atrações dos ambientes costeiros que sofrem com a ação humana através da exploração e extração dos elementos da fauna e flora, constituintes desses cenários que atualmente correm sério risco de extinção, pois ao longo das últimas décadas, perdemos mais de 40% dos nossos recifes de corais naturais e os cientistas já prevêem um desaparecimento permanente de 80% até 2050. 

Mas esta previsão alarmante pode ser alterada através da conscientização e de ações que despertem o senso de preservação da vida na Terra, onde a maior parte do planeta está submersa em meio  as paisagens marinhas que, desde sempre, representam um universo paralelo repleto de vida e mistérios com muitos mitos, lendas, explorações e recentemente, galerias de arte submersas criadas pelo renomado artista Jason deCaires Taylor, para sensibilizar e ativar o cuidado e a preservação do meio ambiente.


"Opondo-se a mentalidade do planeta Terra como mercadoria do capitalismo, Jason Taylor é um exemplo de intervenção humana regenerativa do ecossistema, mostrando o que pode ser realizado pela imaginação e pelo esforço individual e coletivo." James Buxton


Para que as paisagens marinhas sejam regeneradas e preservadas com toda a vida e exuberância, Jason Taylor cria parques com esculturas subaquáticas que atraem os turista para longe de recifes naturais, ao mesmo tempo que servem de suporte para o desenvolvimento da flora marinha.



Natureza e Arte sempre fizeram partem da vida do renomado escultor, Jason deCaires Taylor.

  • Natureza - Criado entre a Europa e a Ásia, Taylor passou grande parte da sua infância em contato com a vida marinha da Malásia. Apaixonado pelo mundo subaquático, tornou-se professor de mergulho, profissão que despertou ainda mais seu interesse pela conservação do meio ambiente.
  • Arte - Taylor desenvolveu experiências com fotografia e grafite e se formou em artes plásticas com especialização em escultura e cerâmica pelo London Institute of Arts.
  • Natureza + Arte - A junção da sua história de vida na qual o mundo subaquático sempre teve relevância, + sua formação artística, fez de Taylor o escultor que preserva a vida no fundo dos mares.


Com seu trabalho Taylor quer chamar a atenção para as questões ambientais em torno da extinção da vida marinha decorrente das ações humanas. É através de características ativistas, que a obra de Taylor instiga o crescimento orgânico e a transformação do meio ambiente onde está inserida para proteger este ambiente.


Explorando a simbiose entre arte, natureza e homem, Taylor cria esculturas feitas com materiais ecológicos, projetados para agirem como recifes artificiais, atraindo corais e diversas espécies de peixes e aumentando a biomassa marinha, ao mesmo tempo que desvia os turistas para longe dos frágeis recifes naturais, protegendo desse modo, as incríveis paisagens subaquáticas dos mares.



Sociedades Subaquáticas - A Evolução Silenciosa

Realizada em 2012 a 8 metros de profundidade na Isla das Mujeres, Cancun - México, a instalação denominada "Evolução Silenciosa", é considerada o trabalho mais ambicioso do artista. Ocupando uma área de mais de 420 metros quadrados, e com um peso total de mais de 200 toneladas, a instalação consiste em 400 moldes em tamanho natural de indivíduos retirados de uma seção transversal da humanidade. A obra foi concebida para agregar peixes e corais em grande escala na medida em que estas esculturas evoluem se metamorfoseando lentamente.


"Eventualmente esta sociedade subaquática será totalmente assimilada pela vida marinha, transformando para outro estado uma metáfora desafiadora para o futuro da nossa própria espécie." James Buxton


Veja todas as fotos da "Evolução Silenciosa" AQUI

E muito mais sobre a trajetória deste artista incrível: Jason deCaires Taylor AQUI

Assista ao vídeo e deixe-se transportar por um dos cenários subaquáticos criados por Taylor e conheça um pouco do processo de instalação das esculturas no fundo do mar.



"Eu sou o pescador que parte toda manhã em busca do tesouro perdido no fundo do mar.
Desde o Oiapoque até Nova Yorke se sabe que o mundo é dos que sonham que toda lenda é pura verdade..." (Trecho de "Atlântida de Rita Lee)

É isso aí, o mundo é dos que sonham! E que bom que alguns sonham com a preservação do mundo!

Abraços,
Sejamos Felizes!

Fontes: Site do artista AQUI

Lembrou de alguém que gostaria desse post? Espalhe essa idéia! Compartilhe!

Leia também!

0 comentários

Todo comentário construtivo é bem vindo.
No entanto, comentários ofensivos, preconceituosos, mal educados ou incompreensíveis, serão apagados.
Comentários que sejam spam ou propaganda, que não tenham a ver com o conteúdo do post ou do blog, também serão apagados.
Se quiser contratar um serviço, utilize a página de Contato.

Obrigada pela visita!

Google Plus

Like us on Facebook

Quote do dia

"Eu agradeço pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que eu sou... Pela capacidade de me olhar mais devagar... já que muita gente já me olhou depressa demais. Olhe devagar cada coisa. Aceita o desafio de ver o que a multidão não viu. Entre cascalhos disformes, estranhos diamantes sobrevivem solitários. É bom ter amigos. Eles são pontes que nos fazem chegar aos lugares mais distantes de nós mesmos. A beleza anda de braços dados com a simplicidade. Basta observar a lógica silenciosa que prevalece nos jardins."
(Pe. Fabio de Melo)