Ciclames: dicas para ter, cuidar e amar

terça-feira, maio 03, 2016

ciclame

Esse friozinho outonal com ares de inverno me faz lembrar do Ciclame, planta com flor delicada que gosta de climas amenos, e que por isso, é também conhecida como " a bela do gelo", "rainha do inverno" e "violeta dos Alpes" em alguns países da Europa, devido seu florescimento ocorrer no final do outono atingindo o ápice da sua floração durante o inverno. Por aqui não temos invernos tão rigorosos, e o cultivo da planta já passou por adaptações, mas mesmo assim, ela continua gostando do clima ameno, sombra e água fresca, pois gosta de solos úmidos durante os meses de floração.



Origem

Originária da Europa, Oriente Médio e norte da África, o Ciclame é encontrado também do sul da Turquia à Israel e Jordânia, crescendo também na Argélia, na Tunízia e em algumas ilhas Gregas.

Seu nome científico é Cyclamen persicum, da família Primulaceae, cuja etmologia deriva do grego Kyclamenos, que significa forma circular e na flor se reflete tanto no tubérculo, quanto na folhagem que a planta apresenta.


No Brasil, a planta é mais conhecida com nomes populares que variam entre Ciclame, Ciclame-da-Pérsia, violeta-dos-Alpes, Ciclame de Alepo ou Ciclâme. Sua flor é muito apreciada pela forma delicada e diferente de suas flores, que se distribuem nas pontas de suas hastes, em pétalas que parecem se dobrar para fora do botão, lembrando as asas encolhidas de borboletas que se preparam para alçarem vôo.


Quando fechadas em botão, as flores em conjunto com as hastes, formam o desenho característico de um cisne com o esguio pescoço que sustenta a cabeça e bico voltados para baixo.


Sua folhagem em tons de verde intenso com efeito marmorizado e formato de coração, além de muito bonita, agrega um valor a mais à planta, mesmo depois que suas flores caem. Mas é a beleza delicada e diferente das flores que encantam e conquistam os olhares de todos os apreciadores dos caprichos da natureza.

Lindas, lindas, lindas, as flores dos Ciclame se apresentam em muitas cores, sendo mais comuns o branco, o vermelho, o lilás, os rosas, pinks e salmão, com uma diversidade de flores bicolores cuja maioria possui bordas brancas.


Simbologia

A simbologia do Ciclame está associada ao fato de seu tubérculo lhe permitir resistir a condições difíceis, qualidade que faz a flor simbolizar os sentimentos duradouros, o afeto sincero e o amor profundo.


Curiosidades:

  • No Japão, o Ciclame é a flor sagrada do amor.
  • Na arte, o  Ciclame era uma das flores preferidas de Leonardo da Vinci, que no início do século XVI, usava a sua representação nas margens de seus manuscritos.
  • A flor também surge em obras de pintores flamengos do século XVII, em pinturas de prados onde Jesus recolhe essas flores sob os olhares gentis de Anjos.
  • O filósofo Jean Jaques Rousseau em seus passeios pelos Alpes faz várias menções sobre os "Cyclamens selvagens" que nasciam espontaneamente nesta regiões.
  • O Ciclame é uma das plantas mais importantes como purificadora do ar em ambientes fechados, afirmada por pesquisas científicas da NASA desde a década de 80.


Plantio:

O Ciclame é uma planta de climas amenos, não gosta de temperaturas muito baixas, nem de altas temperaturas, por isso no verão a planta permanece em dormência. A planta pode ser cultivada em vasos e jardineiras e também diretamente no solo, em jardins formando maciços ou bordaduras sempre a meia sombra (locais protegidos da luz direta do sol). Sua propagação pode ser feita por divisão de tubérculos ou por sementes que podem ser semeadas em sementeiras ou pequenos vasos.

  • Semeie a uma profundidade de no máximo cinco centímetros no solo e mantenha a sementeira ou vaso em local escuro até que a germinação ocorra.
  • Mantenha o solo úmido sem encharcar.
  • A germinação é demorada, podendo levar até 15 meses.
  • Quando a estrutura das plantas germinadas permitir, faça sua remoção para o vaso definitivo.
  • Utilize terra rica em matéria orgânica totalmente drenável. Para isso faça um substrato com uma mistura homogeneizada de húmus, areia grossa, esterco animal bem curtido ou folhas em decomposição na proporção de 2: 1: 1.
  • Regue para manter o substrato levemente umedecido, +/- duas vezes por semana.
  • Quando a planta estiver no inicio do período de emissão das hastes florais, coloque o vaso sobre um prato com pedriscos úmidos. Esse detalhe irá aumentar a umidade relativa do ar, beneficiando o desenvolvimento da planta.

Obs: O Ciclame é uma planta de ciclo perene, mas como perdem as folhas no período em que entra em dormência vegetativa, acaba sendo considerada como planta anual. Quando as folhas da planta secam as pessoas que não conhecem seu ciclo reprodutivo pensam que a planta morreu. Porém seu tubérculo estará salvo, guardado para retomar o ciclo vegetativo na próxima estação. Quem souber esperar, verá e continuará a desfrutar dos encantos das próximas florações.


Arranjos florais com Ciclame

Na espécie original (nativa) as flores do Ciclâme são pequenas, mas existem as cultivadas modificadas para serem maiores. Em ambos os tamanhos elas são muito utilizadas em decoração dando aos ambientes um toque romântico e sofisticado.


O Ciclame é a flor envasa que é mais vendida em todo o mundo. Por isso seu uso em arranjos florais é mais restrito ao uso de cachepots ou todo o tipo de vaso. Embora a planta não seja cultivada como flor de corte,  isso não impede de que seja usada como tal.


Veja alguns exemplos de arranjos com Ciclames que selecionei para sua inspiração:







Abraços!
Sejamos Felizes!

Imagens: minhas seleções pinterest


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"Eu agradeço pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que eu sou... Pela capacidade de me olhar mais devagar... já que muita gente já me olhou depressa demais. Olhe devagar cada coisa. Aceita o desafio de ver o que a multidão não viu. Entre cascalhos disformes, estranhos diamantes sobrevivem solitários. É bom ter amigos. Eles são pontes que nos fazem chegar aos lugares mais distantes de nós mesmos. A beleza anda de braços dados com a simplicidade. Basta observar a lógica silenciosa que prevalece nos jardins."
(Pe. Fabio de Melo)