Flores Flutuantes

quarta-feira, março 25, 2015


A Natureza traz bem estar, portanto, faz bem à saúde; é o que muitas pesquisas científicas ligadas a conceitos de "Biofilia" confirmam. Essa teoria defende que, ao longo da evolução humana, fomos programados para amar tudo que é vivo, em vez de objetos e, por isso, o simples contato com a Natureza faz com que sintamos prazer e Bem Estar.


O que não é difícil de entender se olharmos um pouquinho para trás, veremos que o ambiente urbano foi adotado pelos seres humanos apenas nos últimos séculos de sua existência e com base na premissa que passamos 99,99% de nossos cinco milhões de anos de evolução como primatas em meio à Natureza, só isso já é o suficiente para entender o quanto somos essencialmente conectados com ela.

Essa conexão está sendo explorada numa exposição interativa totalmente imersiva, que tem conquistado e atraído um grande público para o Museu Miraikan Nacional de Ciência Emergente e Inovação em Tóquio - Japão. Lá o visitante é recebido por 2.300 flores suspensas numa sala e, interagem com o visitante desde o momento que ele entra no espaço até a saída. As flores flutuantes são como anfitriãs que se dirigem aos convidados para recebe-los e, literalmente acolhem a pessoa no momento em que entra na sala, para em seguida criarem uma espécie de cúpula que envolve cada espectador como se estivesse cercado por um lindo mar de vegetação colorida.


A instalação é mais uma obra da teamLab, um coletivo formado por especialistas de tecnologia com sede também em Tóquio. Eles chamam a obra interativa de "Floating Flower Garden", onde as pessoas se sentem inteiramente integradas com o Jardim de flores flutuantes, como se fizessem parte dele.


A instalação teve como inspiração a história "Koan Zen" de Nanquan Puyuan, mestre budista na China durante a Dinastia Tang, e fundador de um famoso mosteiro. Segundo sua biografia, Nanquan viveu na solidão eremítica durante três décadas num refúgio na montanha de onde se originou seu nome. Com o passar do tempo foi persuadido por monges a descer a montanha e fundar um mosteiro para passar seus ensinamentos. Assim que o fez obteve e manteve sempre centenas de alunos. "Seus principais ensinamentos abarcavam o desenvolvimento de uma mente Zen e o entendimento sobre como os seres humanos são iguais a Natureza, se fundindo com ela".


Naquan em seus ensinamentos, esclarecia que os ignorantes não podem perceber totalmente a flor como ela é, portanto, não podem experienciá-la diretamente e puramente. Em vez disso, a flor é abordada como um objeto à parte do espectador. Ela não é vista como uma extensão da sua própria realidade. A mente comum permite essa dicotomia da Natureza, mas na mente Zen, o homem e a flor se tornam um, fundidos em um tecido sem costuras da vida.


A exposição "Flower Garden Flutuante" foi originalmente programada para encerrar no dia 1 de março, mas foi prorrogada até 10 de maio devido ao sucesso atingido. Também com tantos recursos visuais deslumbrantes por serem a representação viva da Natureza, não é difícil entender o por quê.

Abraços,
Sejamos Felizes!


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Fontes: website teamlab, my modern met; spon&tamago; Imagens: teamlab.

+ Biofilia AQUI.

+ teamLab AQUI.

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"Eu agradeço pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que eu sou... Pela capacidade de me olhar mais devagar... já que muita gente já me olhou depressa demais. Olhe devagar cada coisa. Aceita o desafio de ver o que a multidão não viu. Entre cascalhos disformes, estranhos diamantes sobrevivem solitários. É bom ter amigos. Eles são pontes que nos fazem chegar aos lugares mais distantes de nós mesmos. A beleza anda de braços dados com a simplicidade. Basta observar a lógica silenciosa que prevalece nos jardins."
(Pe. Fabio de Melo)