Gota Luminosa - Teshima Art Museum

terça-feira, julho 22, 2014



Tanto no plano físico como no espiritual, considerada como a essência da vida, a água é o símbolo da pureza, regenerescência, força e harmonia. E essa noção de água primordial é praticamente universal.

Desde os primórdios o homem buscou se fixar em locais próximos da água. Como elemento essencial para a formação de muitas civilizações, a água no decorrer do tempo, também se revelou como elemento estético dotado de muitas qualidades no processo do desenvolvimento paisagístico e arquitetônico através de profissionais que recorrem freqüentemente a este elemento com diversos propósitos, como por exemplo, evidenciar um ponto de interesse, como é o caso do Teshima Art Museum.


Localizado no topo de uma região montanhosa, na Ilha de Teshima, o museu parece uma gota d'água pronta para deslizar para o interior da terra. Com vista para o mar,  o projeto colaborativo entre o arquiteto Ryue Nishizawa e o artista japonês Rei Naito, foi criado para interagir com o entorno arborizado ao integrar arquitetura e Natureza, fazendo com que o museu seja uma mediação entre o espaço Natureza e o elemento água. Seu desenvolvimento, ao integrar esses elementos, teve como objetivo provocar uma experiência sensível  e pura nos seus visitantes.


Com uma estrutura que lembra uma gota d'água, o museu têm seu interior iluminado por grandes aberturas no teto, que iluminam uma única instalação onde se vê uma mistura sutil de água e objetos. O projeto teve como objetivo criar mais do que uma edificação para mostrar instalações de arte, criou assim um ambiente imersivo onde edificação e Arte tornam-se inseparáveis. E, nesse sentido, a visibilidade do projeto em sua totalidade requer toda a atenção através de todos os sentidos para que os visitantes tenham uma apreciação plena, ou seja, o projeto como um todo, paisagem, arquitetura, etc, é a própria Arte.


Com apenas 25 milímetros de espessura, o teto não possui vigas nem colunas de sustentação ao longo de sua extensão que varia entre 40 e 60 metros. Como uma bolha brilhante de sabão, a engenharia apresenta uma estrutura auto-sustentável que camufla com leveza a sua volumetria, contando ainda com duas grandes aberturas que permitem à construção respirar e tirar proveito da luz natural.


A rigidez branca dos pisos e paredes, aliadas as aberturas que permitem a entrada de luz e sons externos, alteram de acordo com os horários do dia, as dimensões dos espaços. Isso sem contar com as estações do ano que obviamente têm uma grande influência sobre a experiência como, as mudanças de luz e o vai e vem da água, que tornam o museu um espelho dos elementos naturais que o rodeiam.


Foi importante para nós criar um espaço arquitetônico que pudesse coexistir com o trabalho de Rei Naito e agir em harmonia com o ambiente da ilha. Nós propusemos um projeto arquitetônico composto por curvas livres ecoando a forma de uma gota d'água. Nossa idéia era que a forma como drop-curvo, criaria um poderoso espaço arquitetônico em harmonia com as formas do relevo ondulado em torno dele.

Ryue Nishizawa


Simbolicamente, enquanto pessoa e indivíduo,  a gota d'água significa pureza e pionerismo na procura pela transparência consigo próprio e com os outros. Bem como, a capacidade de fazer parte de um grupo no sentido de juntar-se a outras gotas para tornar-se torrente. A gota d'água torna-se portanto, um símbolo apropriado para se utilizar nas áreas de desenvolvimento intelectual, espiritual e afetivo, nada mais apropriado para vivenciar uma experiência estética...


Abraços,
Sejamos Felizes!

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Fontes: inhabitat; designboom; teshima art museum.

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"Eu agradeço pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que eu sou... Pela capacidade de me olhar mais devagar... já que muita gente já me olhou depressa demais. Olhe devagar cada coisa. Aceita o desafio de ver o que a multidão não viu. Entre cascalhos disformes, estranhos diamantes sobrevivem solitários. É bom ter amigos. Eles são pontes que nos fazem chegar aos lugares mais distantes de nós mesmos. A beleza anda de braços dados com a simplicidade. Basta observar a lógica silenciosa que prevalece nos jardins."
(Pe. Fabio de Melo)