Land Art de Goldsworthy

domingo, julho 07, 2013



A Arte é contemplação; é o prazer do espírito que penetra a Natureza e descobre que a Natureza também tem alma. (Auguste Rodin)

No Post "Arte + Natureza", falei sobre a Land Art como conceito, processos e definições. Citei também alguns artistas que, a partir deste post, apresentarei para que vocês possam conhecer melhor, como cada um se destacou neste universo, que integra Arte e Natureza para o nosso deleite e inspiração...



Andy Goldsworthy é um brilhante artista britânico que colabora com a Natureza para fazer suas criações. Além da Inglaterra e da Escócia, seus trabalhos também foram criados no Polo Norte, no Japão, no Outback Australiano, nos EUA e em muitos outros paises.
Goldsworthy, cria suas obras em paisagens naturais com elementos naturais para a realização de obras esculturais de simplicidade enganosa, muitas vezes alcançando proezas incríveis de equilíbrio e tempo no seu processo. Se permanecem efêmeras ou destinadas a idade, com o tempo, suas obras inspiram tranqüilidade e introspecção sobre a beleza do mundo como um organismo vivo, em estado contínuo de mudança.



Goldsworthy considera suas obras como transitórias e efêmeras, por isso fotografa cada uma logo em seguida, e na década de 1980, deu inicio a publicações de livros de fotografias que documentam seu trabalho. Seu objetivo é entender a Natureza, participando dela diretamente e o mais intimamente que pode durante o processo de suas criações. Ele geralmente trabalha com o que vêm às mãos espontneamente: galhos, folhas, pedras, neve, gelo, junco, espinhos, etc., e sobre seu trabalho, costuma dizer: "Eu aprecio a liberdade de usar apenas as minhas mãos, e como ferramentas, aquilo que encontro como uma pedra afiada por exemplo, ou a pena de uma ave, espinhos, etc., aproveitando as oportunidades que cada dia oferece; se está nevando, eu trabalho com a neve; se encontro folhas caídas então meu trabalho será com folhas". Para o artista, olhar, tocar o material, sentir o lugar e formas são indissociáveis da obra resultante, sendo difícil dizer onde um termina e o outro começa. Segundo Goldsworthy, "a energia e o espaço em torno de um material são tão importantes como a energia e o espaço interior."


Quando trabalho com uma folha, pedra ou pau, não considero apenas o material em si, e sim uma abertura para os processos da vida, dentro e em torno deles, pois ao deixa-los, esses processos vão continuar. (Andy Goldsworthy)



Movimento, mudança de luz, crescimento e decadência são forças vitais da Natureza, as energias que tento focar através do meu trabalho. Preciso do choque do contato, a resistência do lugar, materiais e tempo, a terra como minha fonte. A Natureza está sempre em estado de mudança e a mudança é a chave para o entendimento. Quero que a minha Arte seja sensível e atente às mudanças do material, época e condições meteorológicas. Cada trabalho cresce, estaca e decai. Processos e decadência estão implicitos. A transitoriedade do meu trabalho reflete o que eu encontro naturalmente na Natureza. (Andy Goldsworthy)


Efêmera, orgânica, reflexiva, a Arte icônica de Andy Goldsworthy é famosa em todo o mundo nas suas diversas formas de interpretar as mudanças sutis de tempo e lugar.


Dentre os trabalhos mais famosos estão o "River stone" na Universidade de Stanford, feita a partir dos escombros deixados após o terremoto de Loma Pietra, e "Draw pedra de Youg Museum", em Golden Gate Park, em São Francisco que também lembram os terremotos que ocorreram por lá e seus efeitos. Goldsworthy tira sua inspiração de lugares e cria Arte a partir de materiais encontrados por perto, nos quais se esforça para fazer conexões entre o que chamamos de Natureza e o que chamamos de humano.



O Diretor alemão Thomas Riedelsheimer criou um documentário sobre o artista em 2001, intitulado "Rivers and Tides de Andy Goldsworthy", que você pode assistir na integra no youTube, e também  parte do documentário num pequeno clipe Aqui.

Resultado da sua busca e encontro com a paisagem, com seu trabalho Andy Goldsworthy, nesse encontro, depara-se com oportunidades para a criação de obras que ocorre na maioria das vezes de forma intuitiva através do processo que envolve o artista e a forma criada que se traduz uma transformação, resultado da sua intenção em querer "ir mais além da superfície". 

A humanização, implícita nas obras da Land Art, decorrente da integração de artista e o meio natural nos processos construtivos, trazem a tona a poética inerente da beleza da Natureza como um todo: lugares, espaços, formas, texturas, cores, luzes, ventos, chuvas, sol... sem que haja destruição para a construção das obras. E, nesse sentido, cabe a reflexão sobre a degradação da Natureza em prol da sua preservação.

Abraços,
Sejamos Felizes!

Imagens: web/google


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"Eu agradeço pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que eu sou... Pela capacidade de me olhar mais devagar... já que muita gente já me olhou depressa demais. Olhe devagar cada coisa. Aceita o desafio de ver o que a multidão não viu. Entre cascalhos disformes, estranhos diamantes sobrevivem solitários. É bom ter amigos. Eles são pontes que nos fazem chegar aos lugares mais distantes de nós mesmos. A beleza anda de braços dados com a simplicidade. Basta observar a lógica silenciosa que prevalece nos jardins."
(Pe. Fabio de Melo)