Arte + Natureza = Land Art

sexta-feira, junho 28, 2013



A beleza da Natureza desempenha um papel essencial na Arte, já que a riqueza e exuberância de suas cores e propriedades servem de inspiração para o espírito do artista. (Emmanuel Kant)

Pensando na criatividade, dificilmente se encontra fonte mais inspiradora que a Natureza, pela diversidade das paisagens; pelas lendas e poesias a ela relacionadas; pela memórias de cheiros e sabores, a própria Arte, como testemunha da história, lhe deve tributo, pois há intrinsecamente na paisagem todo um imaginário que nos transporta através do tempo e do espaço.


Da junção Arte + Natureza originou-se a Land Art, expressão que pode ser traduzida como "Arte da Paisagem" ou "Arte Terrestre". Considerada também como Arte Ambiental, é produzida em espaços naturais onde as intervenções na paisagem produzem contrapontos, modificações ou hibridismo, cuja experiência de associações espontâneas existe graças a presença da Arte como veículo que une o artista e o observador com a Natureza.


Na Land Art, também conhecida como Earth Art ou Earthwork é o tipo de arte em que o terreno natural, em vez de prover o ambiente para uma obra de Arte, é ele próprio trabalhado de modo a integrar-se a obra. É um tipo de Arte que, por suas características, não é possível expor em museus ou galerias, a não ser por meio de fotografias e vídeos. Devido às muitas dificuldades de colocar-se em prática os esquemas de Land Art, suas obras muitas vezes não vão além do estágio do projeto. Assim a finidade com a Arte Conceitual é mais do que apenas aparente.


A Land Art surgiu em finais da década de 1960, em parte como conseqüência de uma insatisfação crescente em face da deliberada monotonia cultural pelas formas simples do minimalismo, em parte como expressão de um desencanto relativo à sofisticada tecnologia da cultura industrial, bem como o aumento do interesse às questões ligadas a Ecologia. A Land Art pode ser considerada o passo decisivo da Arte em direção ao meio exterior, tomando como material a Natureza e fazendo dos seus espaços, espaços da própria Arte.


Utilizando elementos da Natureza, como folhas, galhos, terra, gelo, etc., através da simplicidade que remete estes elementos, os artistas da Land Art expõem com suas obras reflexões profundas sobre a relação entre o ser humano e a Natureza, entre o mundo transcendente e o mundo natural, transmitindo em muitas delas um sentido místico e misterioso.


Os artistas da Land Art, abordam a Natureza pela vertente da criatividade como fonte de inspiração para criações expressivas, e ao mesmo tempo introduzem novos conceitos através das possibilidades da utilização de materiais à disposição de qualquer um e as formas de os usar livremente. Estarei falando especificamente das obras de cada um dos principais artistas nos próximos Posts. Já as imagens apresentadas neste post são dos seguintes artistas pela ordem de apresentação: Walter Mason (1), Andy Goldsworthy (2, 3 e 6), Robert Smithson (4), Cornelia Konrads (5).

Abraços desejosos de que você observe sempre coisas boas e seja Feliz!

Imagens: web/google.


Lembrou de alguém que gostaria do post? Espalhe essa idéia! Compartilhe!

Leia também!

0 comentários

Todo comentário construtivo é bem vindo.
No entanto, comentários ofensivos, preconceituosos, mal educados ou incompreensíveis, serão apagados.
Comentários que sejam spam ou propaganda, que não tenham a ver com o conteúdo do post ou do blog, também serão apagados.
Se quiser contratar um serviço, utilize a página de Contato.

Obrigada pela visita!

Google Plus

Like us on Facebook

Quote do dia

"Eu agradeço pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que eu sou... Pela capacidade de me olhar mais devagar... já que muita gente já me olhou depressa demais. Olhe devagar cada coisa. Aceita o desafio de ver o que a multidão não viu. Entre cascalhos disformes, estranhos diamantes sobrevivem solitários. É bom ter amigos. Eles são pontes que nos fazem chegar aos lugares mais distantes de nós mesmos. A beleza anda de braços dados com a simplicidade. Basta observar a lógica silenciosa que prevalece nos jardins."
(Pe. Fabio de Melo)